segunda-feira, janeiro 21, 2013

Somewhere in the past...

Obra divina, tu és meu esplendor em noites calmas e tarde furiosas. Tu é meu diamante mais precioso e a minha calma mais febril. Estamos acima de todas essas histórias passageiras, pois nosso amor foi desenhado sem prazo de validade, estampado como tatuagem na nossa alma, exalando luz ao meu corpo, abrindo-me o peito, tornando-me iluminada.

A Dama da esquina...

Ela havia saído noite afora de forma trêmula e desesperada numa tentativa de dar fôlego aos seus pulmões que sempre pareciam pesados. Seu corpo todo estava pesado ultimamente. A mente bastante turva, não parava de soluçar questões mal resolvidas de seu interior. Seu coração? outra região bastante devastada, queimada como um campo verde chamuscado e quase morto. Ela queria a vida novamente, a vida fresca, colorida e refrescante que acariciava seu rosto docemente todos os dias de sol. Queria provar a chama da vida queimando em seu interior, provendo-lhe calor e amor ao seu coração. Mas que destino cruel esse foi esse? dar um presente a uma donzela de feições delicadas e um coração de ouro! Quem ousara machuca-la dessa forma? que anjo querubim decretou-lhe que ela fosse ser gauche na vida? A dor como presente, em um pacote de conto de fadas, bastante alegre por fora, mas cheio de mentira por dentro, presente este que nunca deveria ter sido aberto. Nem o seu coração deveria ter sido aberto e logo depois intoxicado. Tão torta por dentro, tão rente à sua dor, rastejando em seus labirintos internos, limpando cada cômodo do coração numa tentativa de sanar toda a dor e sujeira. Tinha até coragem para lavar tudo em seu interior e ver a face da vida ensolarada novamente. Sim, havia uma luta constante em seu interior. Uma guerra medonha iniciada por um cavalheiro impiedoso e idiota que só soube deixar para trás seu rastro sujo e insano. Mas ELA, e aí é que se está a glória, ainda podia brilhar, pois possuía o brilho de um diamante e a força de um furação em seu interior. Algo feroz e doce ao mesmo tempo, capaz de adoçar na medida certa e atacar quando preciso. Determinada a livrar-se da amarras internas e soltar suas asas esplendorosas para alçar seu vôo, arrancou do seu peito aquele coração enganado, esmagado e quase morto. Colocou outro no lugar, igualzinho, mas ainda mais verdadeiro e vivo. De alguma forma ela sabia que renascia novamente, mas dessa vez cuidaria com muito zelo o coração novo dado pelo universo, pois ele era de ouro e ouro não é algo que qualquer um pode possuir, só os bons de alma.

quarta-feira, janeiro 16, 2013

deixar ir...

Deixar ir de uma vez por todas aquilo/quem te intoxica...afinal, não há como deter a correnteza de um rio! E não volte atrás, permaneça no centro, no coração! só assim permaneceremos fortes.

domingo, janeiro 13, 2013

Recomeço

Estava mesmo precisando de um novo recomeço! mas não precisava ser tão doloroso, confesso. Ou será que tudo na vida deve vir acompanhado de dor? nem que seja uma mínima dor como aquela do dedinho do pé, que logo passa, mas é intensa no choque. É, talvez a vida nos presenteie com tantas decepções, arranhões e machucados, para percebermos a alegria por trás de tudo, para percebermo também que a felicidade também grita, mas grita mais alto que a dor, basta somente deixarmos a porta aberta à ela. É, voltei com o blog, espero que por muito tempo.

domingo, julho 01, 2012

eu...

Eu, que outrora reluzia uma tímida coragem dentro de mim, ja não sou possuidora de uma desbravante vída heroíca.

domingo, agosto 21, 2011

Alma

Eu tive uma alma. a um longo tempo atras, poderia dizer que tive uma alma e ela brilhava como o sol acima dos meus cabelos. Era tão acolhedora e quente que atraia o mais frios dos sentimentos e ali se instalava como um ácaro escondido entre as fibras do meu travesseiro. E me causava mal. E me dava repulsa. Mas havia em mim tambem, e apesar de tudo, uma serenidade da profundeza de um oceano rico. Nada me abalava por muito tempo, sempre voltava ao estado natural dos átomos que serenissimamente repousavam em mim.
Sorrateiramente, para o meu espanto, um dia acordei e percebi que em mim não existia mais aquela pulsação da vida - o meu coração tinha sido roubado, arrancado de forma rude e levado com a minha preciosa alma. E uma dor lascivante ficou. E um frio foi depositado. E eu não mais brilhava - uma noite fora plantada em mim sem a ausência do calor humano. Sem lágrimas, e com muito sangue, como uma obra mal feita de um quadro modernista.

sábado, agosto 06, 2011

Pisadas na neve...

Nevava. Nevava demais ao meu redor. O branco puro me dava uma especie de pânico, minhas mãos já estavam ficando anestesiadas. Eu realmente odiava aquele frio.
não sabia para onde ir, estava perdida em um deserto de gelo,um deserto inteiramente branco e esteril.
Queria perder a paciência, deitar naquele colchao de gelo fofo e afundar nele, congelar até que meu corpo desistisse de gerar calor.
Mas havia algo que lutava dentro de mim, uma imagem, uma imagem gloriosa que não se apagava. Era tão doce que aquecia.
Por dentro, pedia fervorosamente que um anjo viesse do céu e me tirasse dali.
Queria ir de encontro ao que pulsava dentro de mim, ao amor que havia visualizado dentro de mim, e EU sabia que ele estaria alí, em algum lugar perdido.
Como pudera ir tão longe, em busca de solidão e silêncio? como pudera estar agora arrependida pelo ato idiota que havia cometido?. Como escolher as correntes da crença e da desesperança?
Eu caminhava a prumo, com botas pretas cheias de neve, atordoada, quase chorando, em busca, eternamente em busca.
Em busca de quem precisava de mim.
Meu corpo todo dolorido era fonte de uma tristeza que virara minha companheira velha; havia acostumado-me a dormir em torno dessa solidão que a tristeza me trazia, quando estava perto de mim e deixava marcas em minha pele.
Cansava, mas havia amor demais em meu coração, e isso me levava como em uma correnteza do rio.
É, então corri.Ouvira o barulho de um animal se aproximando devagar, depois, em uma olhava pude confirmar. Não sabia que animal era aquele, minha mente se turvara na adrenalina e no instinto de sobrevivencia.
Minhas pernas me levaram ao mais longe possível, meu corpo me levava, tudo me levava, quem me levava? Eu já não morava mais em mim.
O corpo cansado e dolorido, a mente confusa e o coração solitário tornavam-me um pacote de vida sem alma.
E então, desmaiei. Acho que apaguei por que quis me entregar, tinha chegado ao limite toda aquela loucura. Não suportava mais. Só queria encontra-lo.
Sim, foi uma boa sensação,todas as imagens na minha mente, o sorriso e aqueles olhos a fitarem-me me deixaram em extase. Era como presenciar o milagre mais lindo da vida. O animal já não estava mais lá (era apenas fruto de minha imaginaçã?); então me entreguei.
Meu corpo ali deitado no gelo, e a mente devagar, fraca...tentando sobreviver, apagou por um tempo ao qual eu não pude calcular, apenas me entreguei.
Foi então que, subitamente, alguem se aproximava.
Não soube como explicar, mas senti a presença ali com a minha intuição; uma alegria contagiou todo o meu corpo, como se uma carga eletrica estivesse me atingido.
Era algo incrivelmente surreal. Aqueles passos lentos tão familiares chegaram perto, tocou o meu rosto e depois o pulso.
Um toque quente e macio, depois uma voz aveludada ´´você está bem´´?, e meus olhos ainda tentavam entrar em foco para olhar um homem de olhos triste e barba mal feita.
Ele, era simplesmente ele - era ele quem aparecia em meus sonhos, chamando o meu nome, contando-me estorias. Era ele alí, como no sonho ( eu estava sonhado ou havia entrado no paraíso?)...aquele homem era apenas um anjo ou eu havia encontrado a minha busca?